15 novembro, 2007

A Tecnologia por trás do Airbus A380



O modelo A380 da fabricante européia de aviões Airbus é o maior avião para transporte de passageiros do mundo. Começado seu desenvolvimento da década de 1990, levaram aproximadamente 10 anos para que seu primeiro protótipo saisse do chão. Inicialmente com o codinome A3XX, foi batizado de A380 porque o número 8 simbolizava a divisão interna do avião(com dois decks) e por o 8 ser o número da sorte em alguns países do oriente, onde o avião seria comercializado.

O A380 será vendido em duas configurações: o sub-modelo A380-800, com suporte a 555 passageiros(divididos em 3 classes) e o sub-modelo A380-800F, uma versão para cargas, com suporte a 150 mil toneladas. Futuras variações, como o sub-modelo A380-900, poderão acomodar por volta de 656 passageiros(podendo chegar a até 960, todos na classe econômica).



Tecnologia

O A380 emprega uma arquitetura de Aviônicos Modulares Integrados, primeiramente utilizada em aeronaves militares avançadas, como F22 Raptor e o caça Eurofighter. Esta arquitetura é baseada em softwares dedicados, armazenados nos módulos de processadores e servidores. Isso minimiza o número de partes, aumenta a flexibilidade sem requerer aviônicos específicos e reduz custos por usar um poder de computação comercialmente disponível.

Os sistemas utilizam fibras ópticas de alta velocidade ligadas a um backbone ethernet. Segundo a Airbus, isso é uma forma de diminuir o cabeamento e o peso, além de formar arquiteturas amplamente distribuídas e uma operação totalmente digital.

As redes de comunicação dos dados, utilizam aviônicos Switches Ethernet Full-Duplex. As redes de dados são baseadas em Fast-Ethernet 100baseTX. Isso reduz a quantidade de cabos e minimiza a latência.

Os controles de vôo são Power-by-wire, ou seja: enquanto o Fly-by-wire eliminou os circuitos mecânicos nos controles de voo, o Power-by-wire eliminou os circuitos hidráulicos, sendo estes substituídos por circuitos elétricos ou eletrohidráulicos. As vantagens são grandes: são controlados diretamente por computadores digitais, todos os benefícios do Fly-by-wire ficaram mantidos e a não existência de compontentes 100% hidráulicos diminui significantemente os custos de manutenção.



A tecnologia do lado do passageiro

Os passageiros naturalmente vão, antes de tudo, notar os monitores individuais. Cada um com tamanho variando de 8,5 a 22 polegadas, de a cordo com a classe. Cada monitor é conectado ao entroncamento ethernet principal, via cabos ethernet normais, com uma velocidade de 1 Gbits/s através da rede.

O processamento do conteúdo é feito localmente pelos próprios monitores. O processador utilizado, é o IBM PowerPC. Inspirado nas set-top-boxes para Tv, o equipamento ocupa pouco espaço, dissipa pouco calor, além de pesar 40% menos que a geração anterior e requerer 30% menos energia para funcionar.

Várias interfaces vão estar disponíveis para as companhias aéreas escolherem. Entre elas: telas sensíveis ao toque, handsets embutidos e portateis(conectados via porta USB), e, se necessário, um teclado projetado via laser. Todas essas opções tornarão possível os usuários ler/enviar emails e acessar a internet. É possivel, também, usuários plugarem seus notebooks, ou outros portáteis e fazer o mesmo.

Os passageiros vão querer assistir/ouvir filmes/músicas enquanto viajam, e para isso há a necessidade de uma grande largura de banda para prover um fluxo de vídeo/áudio para cada um, simultaneamente. Portanto, a alta velocidade necessária para transferir grandes quantidades de dados digitais é provida por potentes servidores high-end. Uma companhia aérea comum terá mais de 6 terabytes de espaço para suportar o grande número de canais de conteúdo. Essa capacidade será disponibilizada por vários servidores de alta performance.

Fontes:
http://www.aviationtoday.com/av/categories/commercial/792.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Airbus_A380
http://www.airliners.net/open.file/957790/L/
http://www.airliners.net/open.file/1289360/L/
http://www.airliners.net/open.file/1291872/L/

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