22 novembro, 2008

Descobri porque o trânsito está piorando(em qualidade e quantidade)

Antes de começar, queria dizer que diminui a freqüência dos posts por estar em final de semestre. Isso significa mais(ou seria menos?) tempo pra estudar para provas e fazer trabalhos e menos(agora sim é menos) tempo pra ficar vadiando no PC e internets. Portanto, como de agora pro final do ano vão diminuir as provas, vou voltar a postar mais freqüentemente.

Uma das coisas que fiquei pensando ultimamente, nos momentos em que fico em standby, é porque todo mundo hoje em dia reclama do trânsito. O trânsito está mais violento, o trânsito está mais pesado, o trânsito isso e o trânsito aquilo. Parei e pensei pra ver se chegava a alguma conclusão e definitiva sobre isso.

Não é nenhuma tese de mestrado ou coisa parecida, mas são fatos e situações que, ligando os pontinhos, tem relação entre si e fazem sentido. Ah, se algum(a) pós-graduando(a) se basear no meu texto pra alguma tese, fique a vontade! Só peço um link nas referencias bibliográficas. ;þ

Pois bem. Começando: voltemos há alguns anos atrás, coisa da época que seus avós(ou pais dos seus avós) eram vivos. Algo de 100 anos atrás. “Nooossa, tudo isso?”, não, não é tudo isso. Meus pais tem aproximadamente 50 anos. Eu tenho 21. Basicamente eles estão vivos há meio século e eu estou vivo aproximadamente a ¼ de século. Meus avós estão com ~80 anos, bem próximo de 1 século de existência. Ou seja: de 2 a 3 gerações temos 1 século. Pode parecer muito, mas não é. Calma, já já vou chegar onde eu quero. ;)

Nessa época, há 100 anos, eles viviam onde? Provavelmente em alguma cidade “pequena”. Como exemplo, minha avó, que nasceu em 1933, viveu em São Paulo(capital) ate por volta de 1955. Na década de 30, São Paulo tinha aproximadamente 950 mil habitantes, uma cidade de “médio” porte. Em 1950, foram registrados 2,1 milhões! Vê o crescimento explosivo?


Entre 1870 e 1980, é exponencial. Ou não.


Isso se deve a invasão imigração de hordas pessoas na cidade. Aqui onde eu moro, em Campo Grande, o mesmo efeito começa a acontecer. Em menor escala, sem dúvida, mas já começou. No inicio da década de 90, a cidade tinha por volta de 526 mil habitantes. Este ano, a estimativa é de 747 mil. Crescimento de 220 mil.

“Tá, mas o que tudo isso tem a ver?” Se você ainda não entendeu, densidade é a causa de tudo. Muitas pessoas geram uma alto deslocamento pendulário de trabalhadores, indo e vindo, de e pára, suas casas e trabalho. O grande volume de carros, muitas vezes com somente 1 pessoa, entope as vias das cidades, em um ineficiente, porém confortável, meio de transporte.

“Então o problema é a quantidade de pessoas.” Errado. Não é só esse motivo. Outro motivo são os hábitos e a cultura que as pessoas têm. Uma cidade que inicialmente era rural, as pessoas eram limitadas em seu meio de transporte. Ou usavam uma bicicleta, ou iam a pé, ou usavam um carro.

É óbvio notar que, das 3 opções, o carro(apesar de mais caro e novidade tecnológica da época) era mais confortável e eficiente: não se sujava os pés e roupas com o barro da estrada, se chegava mais rápido ao destino e se transportava mais gente junta, como família ou vizinhos. Sem contar o valor “OMG” emocional de se possuir um possante de 0,5 cavalo.


Tecnologia de ponta


Porém, a cidade foi crescendo. A cidade rural, de ruas de barro, passou a ter asfalto. As pessoas, gostaram da novidade do “piso liso” e continuaram a usar seu meio “eficiente” de transporte. Mais pessoas se mudaram pra cidade, vindas pelo “progresso”. Mas com suas mentalidades “rurais” ainda presentes. Todas usando carros para se locomover.

Chega um momento que todos usam carros, porque desde cedo foram acostumados assim. Uma propaganda altamente influenciadora, tornaram a situação de “ter um carro” como sendo algo integrante a uma família.

E o que fazer para se locomover? Uma cidade pequena, rural, não possui transporte público. Não possui ônibus. Trens? Trens eram só pra viagens longas e carga. Asfalto? Algumas têm, mas a maioria não. Isso justifica o uso de carros. Mas nos atuais centros urbanos esses motivos perdem um pouco a razão com a existência de metrô e ônibus.

Depois da lavagem cerebral que usa a falsa idéia de que um carro é sinal de status, superioridade, ninguém percebe que carros degradam a vida nas cidades. Ensurdecem as pessoas. São armas em potencial, quando não usados prudentemente.

Carros isolam o contato humano. Atire a primeira pedra quem, dentro de um carro parado no sinal, nunca desviou o olhar, assustado, quando alguém do carro do lado retribuiu o olhar?

Sem contar a síndrome de “eu sou o máximo” de quem está dentro de um carro: motoristas parados no sinal ameaçam, por puro sadismo, pedestres que atravessam a faixa, ou motoristas que não respeitam uma bicicleta, um meio de transporte mais frágil, ou melhor: mais barato(e saudável).

O trânsito aqui em Campo Grande não é diferente dos outros centros urbanos: péssimo. Seta é enfeite pro natal. Quanto maior o carro, mais “prioridade” os outros veículos dão(malditas caminhonetes). Motoqueiros acham que são ases, bêses e cêses do guidão. Limite de velocidade não existe: ou é quase parando ou quase derretendo a lataria com o atrito do ar.

Resumindo: falta cultura. Falta educação. Falta berço por parte de todos os que tem mente pequena e acham que estar dentro de um carro é ser inatingível.

Eu assumo: eu dirijo carro. Eu contribuo para o trânsito. Aqui em casa é 1 carro somente. Se fossem 2, usaria somente 1, como sempre. Funciona como os Jetsons: todo mundo sobe no carro de manhã, e eu saio deixando cada um em seus respectivos lugares e vou pra faculdade, seguindo um caminho eficiente, sem fazer voltas e aproveitando a melhor topografia possível. Depois faço o caminho de volta. Acredito que nem todos a maioria das pessoas não faz isso.

Por isso sou simpatizante do movimento de bicicletadas. Quando terminar a faculdade e arranjar um emprego, aqui em Campo Grande ou em qualquer cidade que esteja morando, vou utilizar a bicicleta como meio de transporte. Ir a pé ou ônibus/metro também está em meus planos. Além de fazer um exercício, será menos um carro nas ruas e economia no final do mês.

18 novembro, 2008

AEUHAEUEAHEAUEAHAEUHEAU

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05 novembro, 2008

Feliz aniversário pra eu!



10101 anos de vida hoje!
(Não, não sou parente de Matuzalém, o número tá em binário)

Outros legais escorpiões blogueiros que fazem aniversário junto comigo? Que eu conheça, tem o Kid e a Mirian!

Parabéns pra nóe! BD
Bem como o Kid disse: "Quem mais aqui é filho do carnaval?"