31 janeiro, 2009

O dia em que o Google assumiu o caráter



Não podia deixar passar em branco.
Sim, isso realmente aconteceu hoje, há poucos minutos atrás.

[Atualização]

O Google, em seu blog oficial, postou um comunicado explicando o problema. A melhor parte foi "What happened? Very simply, human error".

Cabeças de estagiários rolarão.

23 janeiro, 2009

Estão botando muita azeitona na farofa do Obama



Uma coisa que vem me incomodando nos últimos dias é a metamorfose que a mídia sofreu: para a forma de um chato(aquele carrapato amigo que se aloja em lugares onde o sol não bate).

Vinte e quatro horas por dia só se fala de Barack Hussein Obama II. Nem o primeiro Big Brother ganhou tanta atenção. Estão cobrindo toda e qualquer piscada e expiração que o novo presidente dos Estados Unidos da América tem. Parece até cobertura de uma turnê de uma banda pop.

A impressão que dá é que tratam o homem como se fosse um deus, que veio a terra para salvar os fracos, minorias e oprimidos, somente porque possui uma maior quantidade de melanina na pele. Algo como um tal Jesus Cristo, só que sem a imagem caucasiana renascentista.

Só porque ele faz parte de uma etnia que é segregada social e economicamente nos E.U.A., todos dizem que é uma revolução nunca antes imaginada. Ora bolas! Vejam o Brasil em 2003: um torneiro mecânico, pertencente a "etnia do proletariado", das classes humildes da sociedade, chegou a presidência.

Nota alguma semelhança?

Alguma coisa mudou da época "F.H.C." pra época "Lula" ? NADA. Mesmas políticas econômicas, mesmas políticas internas, mesmas viagens turnês mundo afora, etc. O Brasil mudou? Não. A pobreza foi erradicada? Não. Houveram grandes mudanças? Nenhuma.

Os Estados Unidos passaram por um período "do mal" com o Bush filho. Viveram 8 anos com medo de um terrorista que sequer existe. Perderam milhares de vidas humanas, pessoas, em guerras sem propósito. No final do mandato, a cereja do bolo: uma crise econômica estourou.

Agora vem um candidato a presidência que durante a campanha diz tudo o que os cidadãos queriam ouvir: segurança psicológica, econômica e ideológica. No primeiro dia de mandato, Obama mandou fechar a prisão de Guantánamo, que abrigava pessoas acusadas -- sem provas -- de serem supostos participantes do inside-job "ataque terrorista" de 11 de setembro de 2001.

Como assim, Bial? Supostos terrorístas sendo soltos? E a soberania nacional? Como fica o solo estadunidense com esses maníacos soltos? Correm o risco de serem atacados novalmente! Vingança!

Percebe o paradoxo, querido leitor?

Pessoas independentes¹, sem qualquer vínculo com governo, corporações ou organizações, estão produzindo um vasto material² ao longo desses últimos anos para tentar tirar a venda da grande maioria das pessoas³. Estão tentando torná-las críticas, donas de seu próprio pensamento, sem serem hipnotizadas pela opinião da mídia capitalista e corrompida, que permeia toda a sociedade.

Escrevi esse breve texto simplesmente para dar uma sustentação razoável no que vou dizer: eu desconfio do Obama. Muita gente está o tratando como o Salvador do planeta. Na realidade, ele está sendo oportunista: pior que o Bush ele não poderá ser. Logo, o que vier, é lucro.

Posso estar errado? Sem dúvida. Mas pelo menos tenho o direito de duvidar, ser cético, algo raro na população fanática(religião, política, futebol, etc) dos tempos modernos.

A questão é que, com a "maquiagem" de "show pop" que a mídia criou, muitos cidadãos estadunidenses estão cometendo o erro de acreditar em uma simples expressão que virou bala na boca de muitos: "nós podemos"(we can).

Sem dúvida, nós, pessoas e cidadãos, podemos e devemos querer um governo melhor.

Mas, antes de tudo, devemos ser críticos com tudo que nos é informado.

Afinal: é com informação que tomamos decisões.

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Referências:
1 - Fahrenheit 11/9
2 - The corporation
3 - Zeitgeist
Imagem traduzida - Campinaremos