23 janeiro, 2009

Estão botando muita azeitona na farofa do Obama



Uma coisa que vem me incomodando nos últimos dias é a metamorfose que a mídia sofreu: para a forma de um chato(aquele carrapato amigo que se aloja em lugares onde o sol não bate).

Vinte e quatro horas por dia só se fala de Barack Hussein Obama II. Nem o primeiro Big Brother ganhou tanta atenção. Estão cobrindo toda e qualquer piscada e expiração que o novo presidente dos Estados Unidos da América tem. Parece até cobertura de uma turnê de uma banda pop.

A impressão que dá é que tratam o homem como se fosse um deus, que veio a terra para salvar os fracos, minorias e oprimidos, somente porque possui uma maior quantidade de melanina na pele. Algo como um tal Jesus Cristo, só que sem a imagem caucasiana renascentista.

Só porque ele faz parte de uma etnia que é segregada social e economicamente nos E.U.A., todos dizem que é uma revolução nunca antes imaginada. Ora bolas! Vejam o Brasil em 2003: um torneiro mecânico, pertencente a "etnia do proletariado", das classes humildes da sociedade, chegou a presidência.

Nota alguma semelhança?

Alguma coisa mudou da época "F.H.C." pra época "Lula" ? NADA. Mesmas políticas econômicas, mesmas políticas internas, mesmas viagens turnês mundo afora, etc. O Brasil mudou? Não. A pobreza foi erradicada? Não. Houveram grandes mudanças? Nenhuma.

Os Estados Unidos passaram por um período "do mal" com o Bush filho. Viveram 8 anos com medo de um terrorista que sequer existe. Perderam milhares de vidas humanas, pessoas, em guerras sem propósito. No final do mandato, a cereja do bolo: uma crise econômica estourou.

Agora vem um candidato a presidência que durante a campanha diz tudo o que os cidadãos queriam ouvir: segurança psicológica, econômica e ideológica. No primeiro dia de mandato, Obama mandou fechar a prisão de Guantánamo, que abrigava pessoas acusadas -- sem provas -- de serem supostos participantes do inside-job "ataque terrorista" de 11 de setembro de 2001.

Como assim, Bial? Supostos terrorístas sendo soltos? E a soberania nacional? Como fica o solo estadunidense com esses maníacos soltos? Correm o risco de serem atacados novalmente! Vingança!

Percebe o paradoxo, querido leitor?

Pessoas independentes¹, sem qualquer vínculo com governo, corporações ou organizações, estão produzindo um vasto material² ao longo desses últimos anos para tentar tirar a venda da grande maioria das pessoas³. Estão tentando torná-las críticas, donas de seu próprio pensamento, sem serem hipnotizadas pela opinião da mídia capitalista e corrompida, que permeia toda a sociedade.

Escrevi esse breve texto simplesmente para dar uma sustentação razoável no que vou dizer: eu desconfio do Obama. Muita gente está o tratando como o Salvador do planeta. Na realidade, ele está sendo oportunista: pior que o Bush ele não poderá ser. Logo, o que vier, é lucro.

Posso estar errado? Sem dúvida. Mas pelo menos tenho o direito de duvidar, ser cético, algo raro na população fanática(religião, política, futebol, etc) dos tempos modernos.

A questão é que, com a "maquiagem" de "show pop" que a mídia criou, muitos cidadãos estadunidenses estão cometendo o erro de acreditar em uma simples expressão que virou bala na boca de muitos: "nós podemos"(we can).

Sem dúvida, nós, pessoas e cidadãos, podemos e devemos querer um governo melhor.

Mas, antes de tudo, devemos ser críticos com tudo que nos é informado.

Afinal: é com informação que tomamos decisões.

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Referências:
1 - Fahrenheit 11/9
2 - The corporation
3 - Zeitgeist
Imagem traduzida - Campinaremos

1 Comentários:

Naiane Mesquita disse...

Gosto do Obama, ele tem carisma, impossivel nao gostar. Mas acredito que a maioria das pessoas irao se decepcionar com ele. Nao pq ele sera um presidente ruim, mas pq esperam demais.
Quando esperamos demais, nao importa o quanto aquilo seja bom, nunca sera suficiente.

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